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II ERAS discute relações raciais no trabalho, na educação e na arte

II ERAS discute relações raciais no trabalho, na educação e na arte

A configuração histórica do nosso país resultou numa expressiva mescla de raças e etnias: portugueses, índios, negros, europeus de diversos lugares, deram as cores do Brasil. Neste contexto, os negros tem um papel expressivo: configuram 54% da população brasileira. Porém, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística os negros representavam apenas 17,4% da parcela mais rica do país em 2014. A ausência deste povo que constitui a maior parte das pessoas do país se faz evidente ainda em contextos de trabalho, academia, instituições, entre outros.

Partindo desse pressuposto, fica evidente a necessidade da promoção de espaços para discussão de como se dão as relações raciais e a representatividade em nosso país. Pensando nisso, a segunda edição do Encontro de Relações Raciais e Sociedade foi orientada pelo tema “Racismo Institucional: o negro no trabalho, na educação e na arte”. O objetivo do evento foi promover o debate sobre  a segregação racial que permeia as instituições, sobretudo, daquelas que promovem os direitos sociais à educação, trabalho e sua representação e representatividade nas artes.

Para tanto, foram realizadas discussões de diferentes maneiras, com caráter empírico, científico e artístico. Logo no primeiro dia pela manhã, um Cine Clube para os meninos da Escola Municipal Carlos Damiano Fuzatto (CAIC) aconteceu, trazendo filmes sobre relações raciais com foco na cultura afro-brasileira. A ação foi uma parceria com o Projeto Cine Clube que faz parte do Centro de Linguagem e Letramento do curso de Letras do IF.

 Às 14 horas, o Campus São João del-Rei encheu-se com os ritmos e cores do Congado, recebendo o grupo  Moçambique e Catopé Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, para um Diálogo com os Mestres. No momento, a plateia pode interagir com perguntas e os integrantes puderam explanar as nuances dessa importante expressão da religiosidade afro-brasileira, contando um pouco da história, das crenças e também das dificuldades de se manter a tradição. Logo em seguida, com cânticos e danças, o grupo visitou todas as instalações do Campus, arrancando sorrisos dos servidores surpreendidos no ambiente de trabalho.

No dia 27, das 14h às 17h, os trabalhos inscritos na categoria Comunicações Orais foram apresentados por seus proponentes nas salas do prédio 2, seguidos por momentos de debates sobre as atividades desenvolvidas. Quem não se apresentou oralmente expôs banners explicativos sobre sua pesquisa na quadra do Instituto nos dois dias do ERAS, das 19h às 20h30.

Iniciando o fechamento das atividades em nosso Campus, Daniel Bento Teixeira, que atualmente é Consultor Jurídico do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) ministrou, das 19h às 20h30, a palestra Equidade Racial no Trabalho. Em paralelo, a escritora Cristiane Sobral lançou às 20 horas seu livro Terra Negra. Fechando a noite, o professor Rodrigo Ednilson de Jesus junto com Cristiane Sobral, conduziram a mesa redonda intitulada “A invisibilidade da cor na Educação e nas Artes”.

A realização do evento só foi possível devido a ação dos servidores organizadores do evento; Rafaela Kelsen Dias (Técnica em Assuntos Educacionais), Diogo Pereira Matos (Pedagogo), Kelen Benfenatti Paiva (professora) e a presidente do comitê organizador Rosana Machado de Souza (professora). Para Rosana, o evento foi uma celebração da indissociabilidade da Pesquisa, Ensino e Extensão, que contou com expressiva participação dos alunos. “Vinte e seis alunos atuaram como voluntários, contribuindo para o caráter extensionista do evento, reforçando o diálogo e a troca de saberes entre o IF e a comunidade externa.”, completa. 

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