Imprimir

IF Mais Acesso: políticas de inclusão e respeito ao próximo geram ações no Campus SJDR

IF Mais Acesso: políticas de inclusão e respeito ao próximo geram ações no Campus SJDR

As primeiras semanas do mês de setembro no IF Sudeste MG – Campus São João del-Rei tiveram ações dedicadas a tratar de um tema com cada vez mais destaque na sociedade: acessibilidade. Reunidas sob o rótulo de “IF Mais Acesso”, as atividades foram organizadas pelos membros da Coordenação Geral de Assistência Estudantil (CGAE).

Como exemplo de ações desenvolvidas, os servidores anexaram placas em Braille para orientação da pessoa cega, exibiram vídeos temáticos sobre deficiências em geral, ornamentaram o IF com balões azuis representando o orgulho da comunidade surda, entre outros. O IF Mais Acesso também contou com a ilustre palestra da coordenadora do Setor de Ações Inclusivas da Reitoria, Wanessa Moreira de Oliveira, sobre “Políticas de inclusão”, ocorrida dia 19, terça-feira.

O evento tem especial importância neste ano, uma vez que o Processo Seletivo 2018 (com inscrições abertas) passará a contar com reserva de vagas para alunos Portadores de Necessidades Específicas. Wanessa falou a respeito dessas mudanças e de como o IF Sudeste MG elabora os planos de acessibilidade. “foi feito uma pesquisa, um estudo com a participação de 24 servidores de todo o campi. Em adição a esse estudo, levamos em conta a legislação vigente e as práticas que já estavam sendo feitas para produzir um guia com orientações”, esclarece Wanessa.

A palestra sobre Política de Inclusão contou com a presença dos setores responsáveis pelo atendimento de alunos com necessidades específicas, assim como chefes de núcleo, coordenadores, professores e técnicos.

Para o tradutor e intérprete de Libras do Campus, Jonata Souza de Lima, o tema envolve, principalmente, empatia. “A acessibilidade é uma obrigação de todo ser humano de bem. É com o olhar de cuidado, carinho e respeito ao próximo que possui limitações é que nos tornamos mais servíveis ao bem comum”. Jonata foi o responsável por traduzir o nome dos setores para o Braille, uma forma de escrita em alto-relevo que permite a leitura através do toque. Sobre o conhecimento técnico necessário, o tradutor destaca o aprendizado de novas ferramentas como caminho para se produzir acessibilidade. “Devemos nos imbuir de conhecimento para depois praticá-los a fim de transformarmos nossos preconceitos em ajuda ao próximo”, conclui.

Coordenadora do Setor de Ações Inclusivas da Reitoria, Wanessa Moreira de Oliveira.
Exemplo de placa em Braille
Palestra da coordenadora do Setor de Ações Inclusivas da Reitoria, Wanessa Moreira de Oliveira.
Servidores (esq. para dir.) Diogo Matos, Rafaela Kelsen e Ivair Silva entregam o manual de acessibilidade para alunos