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Professora do Campus São João del-Rei publica artigo em revista internacional

A nova professora do Campus São João del-Rei, Eva Vilma Muniz de Oliveira, publicou artigo completo na Revista Enfermería de Urgencias, publicada pela Sociedad Española de Enfermería de Urgencias y Emergencias (SEEUE). O artigo, intitulado  “Unidades de Pronto Atendimento: Analisando os aspectos da superlotação em uma cidade brasileira”, é parte do trabalho de conclusão do curso de pós-graduação em Gestão em Saúde, realizado pela professora na Fundação Oswaldo Cruz.
 
Eva Vilma será professora do curso técnico em Enfermagem e possui experiência em Urgência e Emergência, e já trabalhou em Unidades de Pronto Atendimento de Belo Horizonte, no Programa de Saúde da Família de Ribeirão das Neves e com consultorias empresariais e públicas.
 
O artigo da professora trata da superlotação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) e a classificação de risco adotada por essas unidades, o Protocolo de Manchester. O objetivo do protocolo é estabelecer um tempo de espera pela atenção médica e não de estabelecer diagnóstico. O método consiste em identificar a queixa inicial, seguir o fluxograma de decisão e, por fim, estabelecer o tempo de espera, que varia de acordo com a gravidade. Os pacientes recebem pulseiras com cores que indicam o tempo máximo de espera: a cor vermelha (emergente) tem atendimento imediato; a laranja (muito urgente) prevê atendimento em dez minutos; amarelo (urgente), 60 minutos; verde (pouco urgente), 120 minutos e o azul (não urgente), 240 minutos.
Segundo Eva Vilma, muito dos atendimentos classificados com a cor verde, ou não urgente, poderiam ser resolvidos em Unidades Básicas de Saúde. “O papel principal da UPA é atender os casos de urgência e emergência, para desafogar os hospitais. No estudo numa Unidade de Pronto Atendimento de Belo Horizonte, constatei que grande parte dos pacientes que procuram a unidade apresentam casos não tão graves e por isso recebem a pulseira de cor verde. O que superlota as UPA’s são esses atendimentos básicos que poderiam ser facilmente tratados em Unidades Básicas ou em Postos de Saúde”, completa a enfermeira.
 
Confira o resumo do artigo:
Unidades de Pronto Atendimento: Analisando os aspectos da superlotação em uma cidade brasileira
O presente estudo de natureza teórico-bibliográfica debate a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento em uma cidade brasileira. Estas unidades foram criadas para facilitar a entrada do paciente no serviço de urgência/emergência, minimizar a superlotação dos hospitais e estabelecer uma integração com as Unidades de Saúde Básica. No Brasil, o acesso aos serviços de saúde pretende ser universal e integralizado, sendo estes os principais argumentos para a criação das unidades de urgência/emergência em uma cidade brasileira, Belo Horizonte.  O objetivo deste trabalho é indicar e compreender as causas da superlotação nas Unidades de Pronto Atendimento desta cidade, isto, a partir da análise dos motivos de busca de atendimento, por parte dos usuários. Usou-se como método a revisão de literatura. A superlotação nessas unidades é um problema no Brasil e como forma de facilitar o atendimento nesses serviços, o Protocolo de Manchester é utilizado. A partir deste estudo, observou-se que a superlotação nessas unidades ocorrem por vários motivos, são eles: proximidade de sua residência, garantia de atendimento, realização de exames e a resolução de seu problema.